Prefeitura de São Paulo e órgãos de justiça e defesa da mulher lançam o Programa Tem Saída

Postado por Mariana Manetta em 08/ago/2018


Iniciativa apoiará mulheres em situação de violência doméstica e familiar na inserção no mercado de trabalho.

(Por Secretaria Especial de Comunicação)

Ação pioneira no País, o Programa Tem Saída inicia as atividades na semana em que a Lei Maria da Penha completa 12 anos de atuação, no dia 7 de agosto. A mulher atendida será encaminhada pelo sistema judiciário aos equipamentos de seleção de emprego da SMTE. No local, ela terá atendimento especial e entrevista prioritária às vagas disponibilizadas pelas empresas parceiras do Programa.

“A inserção no mercado de trabalho promove uma independência financeira da mulher. No caso das que são vítimas de violência, seja física ou psicológica, é uma ferramenta importante para coibir esse ciclo vicioso de desigualdade. O poder público ainda precisa fazer políticas diferenciadas para garantir direitos iguais a todos”, enfatiza o prefeito Bruno Covas.

A estimativa é que 200 mulheres sejam atendidas nos próximos 12 meses com a participação das Varas Especializadasem Violência Domésticae Familiar da capital.

O Tem Saída contará, inicialmente, com empresas dos setores de comércio e serviços. As mulheres que não entrarem imediatamente no mercado de trabalho irão compor o Banco de Talentos do Programa para novas entrevistas e serão capacitadas em cursos de entidades parceiras.

Os empregadores que integram a ação se comprometem com os princípios de empoderamento das mulheres. A iniciativa da ONU Mulheres e do Pacto Global da ONU quer tornar público o compromisso das companhias signatárias com a igualdade de gênero e com a criação de uma rede de compartilhamento de informações sobre boas práticas adotadas em outros países.

Segundo a secretária municipal de Trabalho e Empreendedorismo, Aline Cardoso, o Programa pretende oferecer uma oportunidade de sair do ciclo de violência. “Um dos maiores problemas enfrentados pelas vítimas é a falta de autonomia financeira, o que leva a mulher a não conseguir deixar o parceiro que a violenta. Muitas vezes, com filhos e sem uma atividade profissional, elas se veem presas a um relacionamento abusivo. O programa chega para mostrar que existe saída e ela começa pelo emprego”, salienta Aline Cardoso.

Atendimento
A vítima em situação de violência doméstica e familiar será atendida pelo Programa Tem Saída a partir do momento em que ingressa com uma denúncia contra o agressor no Ministério Público, Defensoria Pública, Poder Judiciário ou Delegacia. O encaminhamento para vagas de emprego será realizado pelos órgãos envolvidos no Programa.

Após passar pelo sistema judiciário, a mulher é encaminhada aos equipamentos de seleção de emprego da Secretaria Municipal de Trabalho e Empreendedorismo. As candidatas passarão por processo seletivo diferenciado, com apoio da equipe técnica da SMTE e das áreas de recursos humanos das empresas parceiras. As equipes da Prefeitura e de RH das empresas receberam treinamento específico para atender as mulheres vítimas de violência.

A promotora de justiça do Grupo de Atuação Especial de Enfrentamento à Violência Doméstica, Maria Gabriela Prado Manssur, enfatiza a importância de auxiliar as vítimas por meio da geração de renda. “O trabalho é um escudo de proteção da mulher contra a violência. A conquista deste espaço faz com que ela se sinta importante e capaz de realizar algo. Quando a mulher começa a trabalhar, percebe o poder que tem e que nada é impossível. A independência financeira é imprescindível”, explica Maria Gabriela.

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