Greve da USP vai às ruas

Postado por Horizontes em 14/jun/2018


No dia 13 de junho a greve dos funcionários, estudantes e professores da USP realizou uma manifestação no portão 1 da USP, fechando o cruzamento da Rua Alvarenga na altura do portão como forma de divulgar o movimento para fora da Universidade e denunciar ao povo o não atendimento das reivindicações.

Após se manifestarem no local por cerca de duas horas, o movimento resolveu avançar em marcha pelas ruas da região, passando pela R. Alvarenga, Av. Vital Brazil, R. Camargo e retornando à USP, onde encerrou-se em frente à reitoria. No caminho contou com apoio da população, ao demonstrar pelas falas, por uma carta aberta e pelas faixas que a política implementada pelos governos atuais (Geraldo Alckmin e Márcio França) e pelos anteriores tem provocado um verdadeiro desmonte das universidades públicas, precarizando as condições de trabalho e estudo e desta forma trazendo perdas também para a sociedade, por exemplo com o fechamento de leitos no HU e a diminuição os atendimentos.

Entre as demandas estão o reajuste salarial de 12,6% para reposição das perdas salariais registradas desde 2015, reabertura de setores fechados do Hospital Universitário com contratação de funcionários, reabertura das creches fechadas nos últimos anos, mais políticas para permanência estudantil, como mais moradias estudantis, reajustes das bolsas e do auxílio aluguel, reajuste dos vales e benefícios sociais congelados desde 2013, com perdas acumuladas na casa dos 30%.

O reitor apresentou apenas um reajuste salarial de 1,5%, e sobre todos os demais itens da pauta sequer se pronunciou. A greve segue acontecendo tanto na capital quanto no interior, em campi como Ribeirão Preto, Pirassununga e Piracicaba, entre outros. Também estão em greve as outras duas universidades estaduais paulistas, a UNESP e a UNICAMP.

Felipe Cavalheri é funcionário da USP e membro do Sindicato dos Trabalhadores da USP – SINTUSP.

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