John Coltrane e Miles Davis são os personagens do próximo Falando de Jazz

Postado por Mariana Manetta em 27/set/2018


No próximo Falando de Jazz, quinta as 20hs a gravação de ultima turnê na Europa em 1960 do John Coltrane e Miles Davis.

 

Curiosidades sobre a relação de John e Miles

Um soco no estomago marcou o fim do primeiro período do Quinteto de Miles Davis, com o saxofonista John Coltrane. Os dois tinham começado a trabalhar juntos havia pouco mais de um ano.

Davis tinha superado o vício em heroína, e a má fama que lhe trazia. Em plena forma, fez uma soberba apresentação no Festival de Jazz de Newport, em julho de 1955. A performance lhe valeu um contrato com a poderosa Columbia Records.

O trompetista convocou o pianista Red Garland, o baixista Paul Chambers e o baterista Philly Joe Jones, para seu grupo. Davis queria ainda um saxofonista, e Jones indicou John Coltrane. Estava formado o primeiro grande Quinteto de Miles Davis.

 

Com esse grupo, Miles gravou cinco discos, que ele devia, para selo Prestige, ao mesmo tempo em que preparava o primeiro álbum para o novo selo. Em outubro de 1956, saía o disco do Quinteto Miles Davis para a Columbia Records, ‘Round About Midnight.

Nessa época se deu o incidente da agressão. A banda fazia temporada no Café Bohemia, de Nova York. Coltrane vivia se atrasando para as apresentações e, ainda, chegava doidão, mal vestido, acabado. Às vezes, cochilava no canto do palco em pleno show. Miles Davis, o Chefe, como lhe chamavam os músicos, estava cheio.

Quando aquela noite Coltrane chegou, de novo, atrasado e alto, Miles Davis estourou. Gritando e xingando, foi para cima do músico. Chegou a acertar-lhe o soco no estômago, antes que o pianista Thelonious Monk, que estava no camarim, o contivesse. Coltrane continuava atônito, mal compreendia o que estava passando.

Demitido do Quinteto, John Coltrane se submeteu a um novo tratamento e conseguiu se livrar da heroína. Teve um ano de 1957 altamente produtivo. Fez uma temporada tocando com Thelonious Monk; assinou contrato com a Prestige; e passou a conduzir seu próprio Quarteto, que se tornaria outra referência na história do jazz.

Nesse meio tempo, Coltrane e Miles se acertaram e o saxofonista voltou à banda, em 1958, completamente renovado. Aprendeu muito com Monk, adquirindo completo domínio de seu saxofone.

(Por Flávio Mattos/O Globo)

 

Falando de Jazz

Apresentação – Lázaro Oliveira

Todas a quintas às 20h.

Aqui na sua Rádio Comunitária – Cidadã FM.

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