Cia Antropofágica inaugura Teatro de Monhangokaracy em Perus

Postado por Mariana Manetta em 12/out/2018


Durante três dias o grupo disponibiliza transporte gratuito com saída as 14h em frente ao Espaço Pyndorama, na Barra Funda, sede do grupo.

São Paulo tem um novo espaço cultural, o Teatro de Monhangokaracy, localizado em Perus, Zona Norte da capital. Em comemoração a Companhia Antropofágica de Teatro organizou três dias, 12, 13 e 14 de Outubro de 2018,  de apresentações gratuitas com direito a transporte na ida e na volta. 

O transporte parte todos os dias as 14h no Espaço Pyndorama, Rua Turiassú, 481 (próximo ao metrô Barra Funda e Parque da Água Branca),  para o local do Festival Teatro de Monhangokaracy, na Chácara Maria Trindade, Distrito de Perus. O retorno será realizado as 21h, com desembarque do público no Terminal Barra Funda.

A programação contará ainda com um bazar de livros, produtos orgânicos e alimentos cultivados em assentamentos e acampamentos da Reforma Agrária, e também  com ações da própria companhia, como a Karroça Antropofágica (cortejo cênico-musical), Máquina de Leitura Antropofágica (Intervenção Urbana recitação de poemas e leitura de outros textos), Fiteiro Poético Antropofágico (barraca inspirada no comércio popular do Nordeste e saraus periféricos, com recitação de poemas e música) e a mostra da Antropobatuke (Oficina de Música, Percussão e Performance atualmente realizada em Perus).

Para reservar a vaga é necessário preencher o formulário na página do evento em nosso site: antropofagica.com/festival-teatro-de-monhangokaracy

Mais informações em: www.facebook.com/CiaAntropofagica ou www.antropofagica.com/

 

Programação

Programação Festival Teatro de Monhangokaracy – ENTRADA GRÁTIS

Quando: 12 de outubro de 2018

15h00 – Karroça Antropofágica com Cia Antropofágica

16h00 – Abertura/Máquina de Leitura Antropofágica/Fiteiro Poético Antropofágico

17h00 – Rolezinho com Dolores Boca Aberta Mecatrônica de Artes – Duração: 75 minutos

Um monstro com olhos de fogo suga toda água da floresta e concede goles d’água aos animais em troca de seus olhos. Nesta fábula carnavalizada opera a metáfora do monopólio das riquezas e da cegueira social como características inseparáveis de um monstro: o Boitatá, que nesta aparição surge como representação de uma relação social hegemônica, que domina tudo e todos. A obra apresenta periféricxs prisioneirxs de um sistema fazendo festa na boca da fera, encenando a complexa relação de ser parte vital de algo que xs devora, apresentando este monstro e a nossa busca por destruí-lo.

19h00 – Sem Drama! (Histórias de Sobrevida) com Núcleo Sem Drama – Duração: 75 minutos

Numa cultura que nega a morte, o diagnóstico de um doença grave pode colocar em crise a identidade de uma pessoa e sua rede de relações. Ou pode trazer revelações profundas sobre a vida em todos os sentidos. Sem Drama! trata da delicadeza da existência, da coragem e das lutas.

Borrando as fronteiras entre documentário e ficção, é uma peça teatral que sensibiliza para o engajamento em uma vida mais pública, coletiva e inclusiva.

Quando: 13 de outubro de 2018

15h00 – Karroça Antropofágica com Cia Antropofágica

16h00 – Abertura / Máquina de Leitura Antropofágica / Fiteiro Poético Antropofágico

17h00 – O Circo Fubanguinho com Trupe Lona Preta – Duração: 45 minutos

Espetáculo inspirado nas charangas, farsas e bufonarias. As músicas pontuam e costuram o enredo. Nele, dois palhaços, demitidos e expulsos do picadeiro, tentam se inserir a qualquer custo.

19h00 – Trabalho Cênico Carne com Kiwi Companhia de Teatro – Duração: 1h20

Discute as relações entre patriarcado e capitalismo, mostrando o panorama da opressão de gênero e a situação específica da violência contra as mulheres no Brasil. A peça, inspirada no teatro documentário é composta de 20 quadros interligados executados por duas atrizes e uma percussionista. No trabalho cênico são utilizadas canções populares, imagens publicitárias, estatísticas sobre a violência contra as mulheres, trechos de romance, entre outros materiais.

Quando: 14 de outubro de 2018

14h00 às 16h00 – Antropobatuke – Oficina de Música, Percussão, Rítmica e Performance com Cia Antropofágica

16h00 – Abertura / Máquina de Leitura Antropofágica/ Fiteiro Poético Antropofágico

17h00 – Caruru Teatro Bailinho (Espetáculo Infantil) com Cia Teatro da Investigação – Duração: 50 minutos – Classificação Livre

Tem muita coisa nesse mundo que se é de admirar! No lugar onde o rio que corre parou de correr. Luzia a menina lavadeira, já não consegue mais lavar suas roupas e quando sua estória se encontra com a de “Mininu”, aquele que segue uma estrela em busca de uma festa de aniversário, suas estórias são transformadas. Seguindo o Zé Viajeiro eles vão até o terreiro do fundo da casa de Zabé a Bonequeira, em busca de realizarem seus sonhos! Dizem que foi lá que o mundo se deu tal qual a gente conhece!

19h00 – A Folia no Terreiro de Seu Mane Pacaru com Mamulengo da Folia e Trio Agrestino – Duração: 50 minutos

Espetáculo de mamulengo, recheado de passagens em que figuras como o valentão, a mocinha, o polícia, o coronel e tantos outros clássicos da cultura popular, parentes próximos dos tipos da Comédia Dell`Arte, pincelam com suas loas e brincadeiras, essa grande festa no  terreiro. Ao som e sabor dos improvisos do brincante, o jogo vivo e pulsante faz a liga entre roteiro básico (com que os bonecos sobem à empanada) e o mundo de possibilidades da cena aberta com os espectadores.

Onde: Teatro de Monhangokaracy – Endereço: Rua Leonel Martiniano, S/Nº (em frente ao número 396 da Kaper) – Chácara Maria Trindade – Zona Norte – São Paulo (acesso Rodovia Anhanguera KM 27,5) – Informações: (11) 38710373 / 992690189 – contato@antropofagica.com

 

O Grupo

A Companhia Antropofágica é um grupo criado em 2002 que tem a antropofagia como princípio motivador de seu processo sócio-artístico, com um histórico que envolve inúmeros processos de criação, estudo e experimentação, reconhecidos por prêmios e indicações. Desde sua criação, o grupo opta por pesquisar procedimentos, gêneros, autores e textos ligados à tradição das formas híbridas, muito propícias ao ideal antropófago que a move.

 

 

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